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Adaptado de Gazeta do Povo

A cautela dos estrangeiros com a bolsa local e as incertezas sobre a política econômica do governo pesaram sobre o mercado em janeiro, colocando o Ibovespa no menor nível em mais de três meses.
O principal índice das ações brasileiras recuou 0,18 por cento, para 66.574 pontos, no menor patamar de fechamento desde setembro. O giro financeiro do pregão foi de 6,558 bilhões de reais.
Este foi o quarto dia seguido de baixa do Ibovespa, que têm mostrado um desempenho inferior ao dos mercados norte-americanos. Em janeiro, o índice recuou 3,94 por cento.
A curva do Ibovespa no mês acompanhou o comportamento do investidor estrangeiro. Nas duas primeiras semanas, com mais de 2 bilhões de reais em compras líquidas de ações por investidores não-residentes, o índice chegou a beirar os 72 mil pontos. Quando o saldo caiu pela metade, ao fim do mês, o Ibovespa assumiu uma tendência negativa e caiu abaixo da média móvel dos últimos 200 dias --um importante nível gráfico.
"Os estrangeiros não têm vindo às compras no mercado. Eles veem que a possibilidade de prêmio lá fora é muito maior do que aqui", disse Rodrigo Nassar, operador da Vetorial Asset.
De acordo com comentário do Merrill Lynch a clientes, o mercado local tem sido afetado pela preocupação com possíveis medidas do Banco Central para conter a inflação e o impacto dessas ações sobre o crédito.
Logo após o aumento de 0,5 pontos da taxa básica de juro na metade de janeiro, analistas já diziam que o mercado local, especialmente ações de consumo, construção civil e bancos, estaria sensível a sinais de que o aperto monetário pode ser maior do que o atualmente estimado.
"O corte de gastos é essencial", afirmou Clodoir Vieira, economista-chefe da corretora Souza Barros, em referência ao contingenciamento que será anunciado pelo governo entre 10 e 12 de fevereiro. Quanto maior o corte de despesas, menor a necessidade de sucessivas altas do juro.
Na agenda internacional, fevereiro começa com destaque para o relatório de emprego dos Estados Unidos, na sexta-feira. Enquanto isso, os investidores também estão atentos ao aperto monetário na China, ao desenrolar da crise de dívida na Europa e aos protestos no Egito.
As bolsas norte-americanas, que têm rondado os maiores níveis em mais de dois anos, já deram sinais de cansaço na sexta-feira passada, com uma forte realização de lucros em meio às incertezas no Oriente Médio. Um novo sinal negativo no exterior pode ser o gatilho para uma correção mais ampla.
"O momento ainda reflete um sentimento de aversão ao risco, o que pode significar mais volatilidade nas bolsas de valores", afirmou a corretora SLW, em relatório.
O mercado também assiste este mês à divulgação de balanços corporativos, iniciada nesta segunda-feira pelo Bradesco. Para Nassar, da Vetorial Asset, os números devem vir "bastante positivos, mas sem surpresas."
"Os bons balanços já estão precificados", afirmou.
Entre as ações com maior liquidez, Petrobras PN subiu 1,57 por cento nesta segunda-feira, para 27,09 reais. A Vale PN caiu 0,12 por cento, para 50,99 reais, e OGX despencou 4,18 por cento, a 17,21 reais.

A Corretora Itaú divulgou na primeira semana de 2011 a carteira recomendada para o ano corrente. As apostas da equipe de análise no primeiro trimestre centram-se no mercado de consumo interno, "se possível adicionando algumas ações que irão se beneficiar da inflação maior durante o ano de 2011".
Para o Itaú, a equipe econômica do novo governo de Dilma Rousseff deve conquistar a confiança de investidores e manter o País como um destino atrativo para o excesso de liquidez proveniente do pacote de estímulo do governo norte-americano, o Quantitative Easing 2. Com uma meta de avanço para 87.000 pontos para o Ibovespa ao final de 2011, a corretora aproveita para listar algumas de suas top picks na carteira para o ano.


Cosan
A aprovação da joint-venture com a Shell constitui o principal driver de ganhos esperados para este ano. Para a Itaú Corretora, o acordo traz um potencial de valorização de 29% para as ações da companhia no final de 2011, de acordo com a cotação de 30 de dezembro.
Com a aprovação e a divulgação de informações sobre o potencial de sinergia, a percepção de valor deve melhorar e dar momentum para a ação. Após a Joint Venture, a Cosan irá apresentar um perfil "mais diversificado e defensivo", com o negócio de distribuição dobrando sua participação no Ebitda da empresa, para 28% em 2012. Há ainda a expectativa de melhora na governança corporativa e manutenção dos altos preços do açúcar.


Pão de Açúcar
A Itaú Corretora continua a acreditar em uma defasagem dos preços das ações em relação às sinergias da aquisição da Casas Bahia. Apesar de já ter recuperado parte dos ganhos desde a introdução da ação na carteira do último ano, os números operacionais consolidados da fusão devem trazer mais valorizações neste ano.
Ademais, foco na parceria com grandes bancos (Itaú ou Bradesco) para cuidar de financiamentos para os clientes da Casas Bahia, que pode trazer uma entrada substancial de caixa para a companhia. Da mesma forma, a intenção de reduzir os financiamentos sem juros pode ajudar a suprir as necessidades do capital de giro no curto e médio prazo.


Hypermarcas
A aquisição da farmacêutica Mantecorp amplia o portfólio da Hypermarcas e traz importantes sinergias. O Itaú mostra apreço pelos fundamentos da Hypermarcas e destaca que a queda de 19% nas ações da companhia ocorrida em dezembro não foi causada, na sua opinião, por desdobramentos do anúncio da aquisição.
Um movimento técnico de venda em bloco de R$ 1 bilhão em ações pelo conselho da administração da Mantecorp é apontado como real causa das perdas. Ademais, "os atuais níveis de preço podem ser encarados como uma oportunidade de compra, diz o Itaú. 


Bradesco
O Bradesco continua bem posicionado no cenário macroeconômico, com elevada confiança do consumidor e mercado de trabalho em alta. O banco promete fortes resultados em 2011, assim como os mostrados ao longo de 2010. 


Iochpe-Maxion
A empresa é mais uma boa opção para aproveitar o momentum do mercado doméstico, já que 85% de suas receitas estão atreladas ao consumo interno. A renovação da frota de caminhões deve impulsionar os resultados deste ano, assim como em 2010, mesmo na ausência de incentivos fiscais.
"Recentemente o preço das ações da companhia caiu, com o anúncio de medidas administrativas (alterações nas exigências de capital e compulsório), porém acreditamos que este movimento constituiu uma reação exagerada do mercado", avalia o Itaú.


LPS Brasil
A empresa é a preferida do Itaú no segmento de construção civil e apresenta uma elevada alavancagem operacional e um risco de execução pequeno comparado ao restante do setor.

Adaptado de InfoMoney

Em 2010, a bolsa brasileira teve um ano “esquecível”: após ganhos de mais de 80% em 2009, os analistas esperavam mais um ano de fartura, projetando o Ibovespa entre 80 mil e 85 mil pontos. Contudo, o que vimos foi um cenário bastante instável durante o período, levando o índice a terminar dezembro em 69.305 pontos – variação positiva de apenas 1,05%.
Apesar do ano quase que nulo do principal índice de ações da bolsa brasileira, importantes blue chips que fazem parte da sua composição conseguiram registrar significativas valorizações, como foi o caso da Vale (VALE3, +13,75% e VALE5, +17,23%), OGX (OGXP3, +16,96%), Bradesco (BBDC4, +12,14%) e BM&F Bovespa (BVMF3, +11,6%). Contudo, esses ganhos foram ofuscados pela desvalorização de mais de 20% de Gerdau (GGBR4, -20,94%), Usiminas (USIM5, -20,5%) e Petrobras (PETR3, -24,33% e PETR4, -22,97%).
Esse breve resumo deixa evidente que, embora o Ibovespa tenha ficado praticamente no zero a zero, muitos investidores puderam ter ótimos ganhos – ou terríveis perdas – apostando apenas em blue chips durante o ano de 2010, não precisando recorrer a small caps para alavancar os ganhos de seus portfólios.
Utilizando essas conclusões para enriquecer as discussões sobre tal assunto, o Portal InfoMoney procurou saber dos seus leitores qual blue chip deverá ter a melhor performance do Ibovespa em 2011. Dos 4.803 usuários que responderam à enquete colocada no site, 34,65% deles acreditam que o principal destaque do ano ficará com as ações preferenciais da Petrobras. Isso equivale a um total de 1.664 pessoas.

Agora vai, Petro?


As apostas sobre o processo de capitalização da estatal foram por água abaixo em 2010. Termos que desagradaram os mercados e incertezas em relação à cessão onerosa contribuíram para que a petrolífera sofresse diversos cortes de recomendações e perdesse quase um quarto de seu valor de mercado no ano.
A expectativa para 2011 é de que, passado todo esse momento de turbulência sobre a empresa, as ações voltem a ter um bom desempenho, que poderá ser impulsionados com novidades advindas da região da Bacia de Santos. Vale lembrar que no final de 2010 os papéis da Petrobras tiveram uma resposta positiva ao anúncio da comercialidade das áreas de Tupi e Iracema.
A opinião dos investidores converge com a visão dos especialistas de mercado. Segundo levantamento feito pela InfoMoney, a Petrobras foi a segunda ação mais recomendada pelos analistas para 2011, ficando atrás apenas dos papéis da Vale. Além da expectativa em torno de um fluxo de notícias mais favorável, eles também sustentam seu otimismo no cenário favorável para o mercado de commodities.
Segundo Andrés Kikuchi e Felipe Rocha, da Link Investimentos, os fortes preços do barril de petróleo atualmente vistos deverão permanecer inalterados ou ainda registrar novas altas, seguindo o lastro de uma possível recuperação mais acelerada da economia global. Este movimento, de acordo com os analistas, ajudaria a dar ânimo às ações da Petrobras.
Dentre as blue chips do Ibovespa, qual
deve ter a melhor performance em 2011?
Respostas
Votos

%
1.664


34,65%
1.312
27,32%
463
9,64%
278
5,79%
271
5,64%
164
3,41%
160
3,33%
Outras
145
3,02%
141
2,94%
125
2,60%
80
1,67%
Total
4.803
100%
Quem também compartilha de uma visão otimista para a empresa é a Coinvalores. Após reunião com o gerente de Relações com Investidores da Petrobras, Hélder Leite, os analistas Marco Saravalle e Bruno Piagentin falaram sobre a grande riqueza inexplorada da camada do pré-sal, embora tenham destacado que a exploração dessa região será um grande desafio para a empresa.
O Citigroup, por sua vez, reiterou sua perspectiva positiva para a Petrobras, após a companhia mostrar um crescimento de suas reservas provadas de óleo condensado e gás natural. "Nós reiteramos nosso viés positivo para a ação da Petrobras em 2011, refletindo a perspectiva de continuidade do avanço na taxa de crescimento da produção doméstica de óleo nos próximos meses, além do recente rali nos preços do petróleo", frisou o analista Pedro Medeiros.

Vale e OGX completam o pódio


Logo atrás da Petro, aparecem as ações PNA da Vale, citadas por 1.312 usuários – o equivalente a 27,32%. O momento favorável para o mercado de minério de ferro é o grande driver para a empresa: embora a commodity metálica tenha atingido fortes patamares nos últimos meses, a demanda crescente dos emergentes e a possível retomada das economias desenvolvidas deverão ajudar a sustentar esses preços.
Cabe ressaltar que a mineradora foi a empresa mais sugerida por bancos e corretoras para o mês de janeiro, estando presente em 21 das 28 carteiras recomendadas no período
Fechando o pódio da escolha de nossos leitores, aparecem as ações da OGX, as quais 463 usuários – ou 9,64% – acreditam que terão o melhor desempenho dentre as blue chips do Ibovespa em 2011. A petrolífera pertencente ao grupo EBX, do megaempresário Eike Batista, possui como catalisador de seus papéis as descobertas de hidrocarbonetos na Bacia de Campos, bem como a atualização de suas reservas.
Contudo, a ação tem ganhado um destaque negativo nesse começo de ano – até a última sexta-feira (28), os ativos OGXP3 acumulavam perdas de 10,2% –, repercutindo principalmente os rumores de uma possível saída de Batista da presidência do Conselho de Administração. Além disso, os temores de que o próximo relatório da certificadora D&M não atinja às expectativas também tiveram um peso negativo no mercado, avalia o analista Osmar Camillo, da Socopa Corretora.

Revista Época 06/01/2011
As festividades de fim de ano já acabaram, mas o clima de ressaca ainda continua. É a hora de aproveitar o cochilo da concorrência para começar 2011 no lucro. Preparamos cinco dicas para ajudar você a conseguir o maior rendimento possível para os seus investimentos.
Consultor dá dicas para controlar finanças.

1. Setores mais promissores

A bolsa de valores terminou 2010 com alta modesta de 1,04%. O índice, no entanto, foi muito prejudicado pelo desempenho das ações da Petrobras, que despencaram 24% com as incertezas em virtude de sua capitalização. Para 2011, a Bovespa deve continuar oscilando ao sabor do cenário internacional, mas os analistas concordam que a valorização deve ser maior. Dentre as empresas listadas na bolsa brasileira, alguns setores devem se destacar neste ano:

Financeiro - Com a tendência de alta da Selic para combater a inflação, os bancos devem ser beneficiados. “O setor financeiro está bem protegido contra o aumento dos preços, além de sair ganhando com a maior remuneração pelos títulos públicos decorrente da elevação da taxa básica de juros”, afirma Eduardo Velho, economista-chefe da Prosper Corretora. Neste contexto, papéis de grandes bancos como Bradesco, Itaú e Banco do Brasil são boas opções

Varejo - O consumo interno deve continuar ditando o ritmo do crescimento da economia brasileira. Ações de companhias como Pão de Açúcar, Gol e Brasil Foods podem render bons resultados. “A demanda por alimentos está muito alta. Com a ampliação da classe C, restrições orçamentárias acabaram caindo”, diz Ricardo Rocha, professor de finanças do Insper.

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Infraestrutura – Com a Copa do Mundo e as Olimpíadas batendo à porta, 2011 será um ano agitado para o setor de infraestrutura. Papéis do setor, como o da CCR, devem se valorizar. É preciso tomar cuidado, no entanto, com o segmento imobiliário. “O setor está crescendo de forma irreal. Há uma bolha. Os preços vão cair eventualmente. Não recomendaria investimento neste setor”, diz Samy Dana, professor de economia da FGV- EESP.

Commodities – Com a recuperação da economia chinesa, as commodities continuam a ser uma aposta interessante. “Há uma demanda feroz da China por esses produtos”, afirma Pedro Galdi, analista-chefe da corretora SLW. Vale e especialmente a Petrobras, que está com o preço de seus papéis bastante defasados, continuam a ser as preferidas dos investidores. Segundo avaliação da SLW, as ações da petrolífera têm potencial para alta de 48% em 2011

As maiores oscilações da Bovespa em 2010
Ação
Alta (%)
Ação
Queda (%)
Souza Cruz ON
65,80
ALL ON
51,60
Ambev PN
50,80
B2W ON
33,90
Lojas Renner ON
47,80
Fibria ON
32,20
Braskem PNA
44,70
Telemar PN
27,50
Natura ON
36,70
Brasil Telecom PN
24,60
Ultrapar PN
34,90
Petrobras ON
24,30
Sabesp ON
30,40
Petrobras PN
23
Embraer ON
28
JBS ON
22,80
CPFL ON
25,70
Telemar PNA
21,90
CCR ON
23,20
Gerdau PN
21,70
Fonte: SLW

2. Planejamento

A bolsa é a opção de investimento que oferece as oportunidades de maior rendimento do mercado. Em contrapartida, é uma modalidade que envolve alta dose de risco. No longo prazo, no entanto, esse risco é bastante diluído. “Quem vai investir na bolsa deve pensar em um horizonte de pelo menos dois anos para deixar o dinheiro aplicado”, afirma Rocha, do Insper. Por isso, o ideal é investir em ações uma quantia que não lhe fará falta no curto prazo. Quem não pode perder dinheiro deve pensar em outras alternativas.
Ouro lidera ranking de investimentos em 2010.
3. Diversificação

Mesmo para os investidores mais agressivos, não é aconselhável deixar todo o dinheiro investido na bolsa. O ideal é dividi-lo entre outras aplicações, equilibrando opções de maior risco com aquelas de menor. O raciocínio é simples. Eventuais perdas podem ser compensadas por ganhos em outras modalidades. O mesmo princípio vale para a bolsa. Escolha papéis de setores diferentes e sempre aposte em diversas empresas.
Analistas recomendam CDBs e Tesouro Direto em 2011.4. CDB e Tesouro Direto.
Fora da bolsa, os especialistas destacam dois tipos de aplicações para este ano: os CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) e o Tesouro Direto. Os CDBs são títulos que acompanham a rentabilidade do CDI , a taxa média de juros para empréstimos entre os bancos. Com a crise do Panamericano, os bancos médios têm oferecido rendimentos maiores para os CDBs. Medidas de aperto monetário, como o aumento do compulsório, também devem estimular as instituições financeiras a oferecerem taxas mais favoráveis para captar recursos.

O Tesouro Direto, programa do governo federal para a venda de títulos do Tesouro para pessoas físicas, também surge como uma boa opção. Além de oferecer papéis seguros, as taxas de administração, quando cobradas, costumam ser inferiores às arrecadadas pelos bancos nos fundos de investimento. “Os papéis NTN-B, que rendem o IPCA mais um percentual de juros por ano, são ótimos para proteger da inflação”, diz Rocha. “O Tesouro Direto é uma melhor opção do que os fundos para comprar papéis do governo, já que o investimento é o mesmo, mas se paga taxas de administração mais baixas”, afirma Dana, da FGV.
5. Pesquisa de taxas
Ao optar por qualquer modalidade de investimento, é essencial pesquisar em bancos e corretoras todas as taxas que serão cobradas do investidor. Se por comodidade for optar pelos fundos de investimentos vendidos pelos bancos, é preciso redobrar a atenção. “No caso dos fundos, taxas de administração superiores a 1% podem prejudicar muito a rentabilidade do investimento”, afirma Dana. Em casos de tarifas de 4% ou 5% ao ano, muitas vezes a rentabilidade da poupança acaba sendo mais vantajosa que a do fundo. Uma das grandes vantagens do Tesouro Direto é exatamente o oferecimento da isenção desta taxa em algumas instituições financeiras.

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