Menos de um ano e meio depois da declaração de falência, a fabricante de veículos norte americana General Motors volta a bolsa de valores no mês de novembro, e está sendo bem recebida pelo mercado em Nova York. Na tarde do dia 18 de novembro, cada ação valorizou 6,82%, sendo negociada a US$ 35,25. O preço inicial foi de US$ 33.
Este é um momento histórico para a fabricante, após a empresa ter 61% de suas ações colocadas nas mãos do governo dos Estados Unidos, em 2009, com o agravamento da crise. As vendas das ações podem atingir o recorde de US$ 23,1 bilhões no lançamento.
Em São Caetano do Sul (SP), sede da empresa no Brasil, o presidente da GM para a América do Sul, Jaime Ardila, disse que a expectativa é a de que, com o que for arrendado, a participação do governo dos EUA na empresa seja reduzida a 30% “ou menos”. A do governo do Canadá, que também deu socorro à GM durante a crise, cairia de 11,77% para 9%. E a do sindicato dos trabalhadores United Auto Workers, de 17,5% para 10%.
O segundo motivo da confiança na GM, segundo Ardila, são os novos produtos, com destaque para o Volt, carro híbrido (com um motor elétrico, o principal, e outro a combustão), lançado neste ano e que teve “grande aceitação nos EUA”. O terceiro, é o fato de a GM ser a fabricante de veículos com maior presença no mundo: “é líder nos EUA, na América do Sul, no grupo dos Bric e na China”, afirma o executivo. Por fim, a perspectiva para o futuro: “voltar a ser a maior empresa automobilística do mundo e a melhor”.
Ardila ainda disse que o IPO não afeta em nada as operações da GM no Brasil, que são independentes da matriz. Segundo ele, a GM nunca teve interesse de abrir capital no Brasil.
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